Principais lições deste artigo
- Planejamento antecipado: iniciar o processo de intercâmbio com vários meses de antecedência aumenta a chance de reunir toda a documentação exigida e cumprir os prazos de cada país.
- Documentos essenciais: passaporte válido, carta de aceitação da escola, comprovação financeira e seguro-viagem são itens recorrentes em praticamente todos os destinos.
- Regras por país: Canadá, Austrália, Reino Unido, Estados Unidos e países europeus têm exigências específicas de visto, idioma, saúde e segurança que impactam o formato do seu plano de estudos.
- Organização das provas e entrevistas: testes de proficiência, coleta biométrica e entrevistas consulares exigem preparo objetivo, com documentos organizados e informações consistentes.
- Apoio profissional especializado: o STB oferece consultoria individualizada para organizar documentos, prazos e formulários. Fale com um especialista e avance com segurança em cada etapa do intercâmbio.
Requisitos gerais para visto de estudante
Os processos de visto de estudante seguem uma estrutura semelhante na maior parte dos países, com variações de valor, formato e documentos complementares.
De forma geral, os consulados costumam solicitar:
- Passaporte válido: com, no mínimo, seis meses de validade após a data prevista de retorno.
- Carta de aceitação: documento oficial da instituição de ensino confirmando matrícula e carga horária.
- Comprovação financeira: extratos bancários, investimentos ou cartas de custeio que mostrem recursos para curso, moradia, alimentação, transporte e imprevistos.
- Histórico acadêmico: boletins, diplomas e certificados compatíveis com o nível de estudo pretendido.
- Proficiência no idioma: resultados de exames como IELTS, TOEFL ou equivalentes, quando exigidos.
Dependendo do destino e da duração do curso, também podem ser exigidos exames médicos, certificados policiais, coleta biométrica, seguro-viagem com coberturas mínimas específicas e traduções juramentadas dos documentos.

Canadá: procedimentos e valores atualizados
No Canadá, cursos superiores a 6 meses exigem Study Permit para instituições participantes do DLI, as Designated Learning Institutions. Esse visto é concedido com base em carta de aceitação, passaporte, perfil acadêmico e comprovação financeira.
A partir de setembro de 2025, o valor mínimo de comprovação financeira passou a ser de C$ 22.895 por ano, além do custo do curso. Em muitos casos, também são solicitados:
- Carta de intenções: explicando objetivos acadêmicos, plano de carreira e motivos para escolher o Canadá.
- Comprovantes financeiros detalhados: extratos recentes, comprovantes de renda e, quando houver, cartas de custeio de familiares.
- Biometria e certificado policial: dependendo do tempo de estadia e do perfil do estudante.
Para cursos de até 6 meses, é possível estudar com Visitor Visa ou eTA, desde que haja carta de aceitação, recursos comprovados e passagens de ida e volta. O Student Direct Stream pode acelerar a análise para quem cumpre requisitos específicos de proficiência e pagamento antecipado do curso.
Austrália: sistema CRICOS e perfil genuíno de estudante
Na Austrália, o visto de estudante exige matrícula em cursos registrados no CRICOS, o sistema oficial para estudantes internacionais. O governo analisa se o candidato apresenta perfil genuíno de estudante, com documentos consistentes e coerentes com a trajetória acadêmica e profissional.
A documentação inclui:
- Confirmation of Enrolment (CoE): emitida pela escola após pagamento inicial.
- OSHC: seguro de saúde obrigatório para todo o período de estudos.
- Comprovação financeira: valores que cubram curso, custo de vida e passagens de retorno, variando por região e duração.
- Proficiência em inglês: exames como IELTS ou TOEFL, conforme o tipo de curso.

Reino Unido: sistema de pontuação e patrocinadores
No Reino Unido, o visto de estudos é baseado em um sistema de pontuação atrelado a patrocinadores licenciados. A instituição responsável emite a Confirmation of Acceptance for Studies, ou CAS, que descreve curso, carga horária, duração, custos e qualificações do estudante. Esse documento é a base da aplicação.
Os principais pontos de análise incluem:
- Proficiência em inglês: com exames aceitos pelo governo britânico.
- Comprovação financeira: valores mínimos definidos para custeio de curso e manutenção por região.
- Documentos adicionais para menores: consentimento dos responsáveis, certidão de nascimento e dados de tutela.
- ATAS e certificado policial: exigidos em alguns cursos de pós-graduação e para determinados perfis.
Em muitos casos, a análise considera também histórico de viagens, clareza do plano acadêmico e coerência entre experiências anteriores e o curso pretendido. Fale com um especialista para organizar esses documentos de forma estruturada.
Estados Unidos: tipos de visto e entrevista consular
Nos Estados Unidos, os tipos de visto de estudante mais comuns são F-1, J-1 e M-1, cada um voltado a programas específicos. Após a aceitação pela instituição, o estudante recebe o formulário I-20, no caso do F-1, ou DS-2019, no caso do J-1, que será apresentado na entrevista.
O processo envolve:
- Pagamento da taxa SEVIS: etapa obrigatória antes da entrevista.
- Agendamento no consulado: com atenção aos prazos, que podem variar ao longo do ano.
- Entrevista consular: momento em que são avaliados vínculos com o Brasil, plano de estudos, capacidade financeira e clareza dos objetivos.
Programas como Work and Travel, estágios e cursos técnicos seguem regras próprias, com exigências adicionais de documentação, seguro-viagem e comprovação de elegibilidade.
Europa: exigências de idioma, seguro e permanência
Na Europa, países da União Europeia adotam regras semelhantes, mas com particularidades importantes em cada consulado. França, Alemanha, Espanha e Itália costumam exigir proficiência no idioma local para cursos acadêmicos, além do inglês em muitos casos.
Em geral, os requisitos incluem:
- Visto adequado à duração do curso: alguns países permitem entrada como turista para cursos de curta duração, mas exigem visto de longa permanência para programas acima de 90 dias.
- Seguro-viagem com padrão Schengen: com cobertura mínima definida para despesas médicas e repatriação.
- Meios de subsistência: valores mínimos mensais variam entre os países, com aceitação ou não de custeio por familiares.
- Traduções juramentadas: aplicáveis a documentos acadêmicos, financeiros e certidões.

Como o STB simplifica esses processos
O STB é referência em educação internacional e em programas de intercâmbio no exterior em vários países. Orienta alunos a partir dos 12 anos de idade com programas de férias, high school, esportes e idiomas, passando por programas para universitários entre 18 e 25 anos e alunos acima de 30 anos que precisam desenvolver novas habilidades acadêmicas, como cursos de graduação, pós-graduação e cursos rápidos.
O STB fornece consultoria individualizada com atendimento presencial e/ou online, feita por consultores especialistas que já participaram dos programas oferecidos e conhecem as escolas internacionais e estão sempre em treinamento no exterior.
Essa experiência facilita a leitura de editais, a interpretação de mudanças regulatórias e a preparação de formulários, cartas e comprovantes financeiros conforme o padrão de cada consulado.
O suporte cobre etapas como escolha do curso, verificação de requisitos, conferência de cronogramas, orientação para entrevistas e apoio após o embarque, o que reduz retrabalhos e atrasos no processo.
Perguntas frequentes sobre requisitos de intercâmbio
Tempo ideal para começar a preparar a documentação
O planejamento costuma ser mais eficiente quando iniciado entre 4 e 6 meses antes da data prevista de embarque. Esse período permite reunir documentos, providenciar traduções juramentadas, obter laudos médicos e certificados policiais e lidar com eventuais atrasos de emissão. Estados Unidos, Canadá e Austrália podem ter prazos mais longos em épocas de alta demanda.
Possibilidade de trabalhar durante os estudos
A permissão de trabalho varia por país e tipo de visto. Em muitos casos, o Canadá autoriza trabalho de meio período para portadores de Study Permit em cursos elegíveis. A Austrália permite uma carga horária quinzenal específica para estudantes matriculados por mais de 14 semanas, enquanto o Reino Unido pode autorizar trabalho parcial conforme o nível do curso.
Nos Estados Unidos, o primeiro ano costuma restringir oportunidades a atividades on-campus, com regras adicionais para estágios posteriores.
Procedimentos em caso de negativa de visto
Quando o visto é negado, o consulado emite uma justificativa que indica os motivos principais, como documentação insuficiente, laços com o país de origem considerados frágeis ou inconsistências nas informações. Em muitos casos, é possível apresentar uma nova solicitação, após corrigir pontos críticos, reforçar comprovações e organizar melhor os documentos.
Obrigatoriedade de contratar seguro-viagem
Alguns destinos exigem seguro específico, mesmo quando a instituição oferece cobertura interna. Na Austrália, o OSHC é obrigatório, enquanto o Reino Unido utiliza o NHS para cursos mais longos, mediante taxa.
Países do Espaço Schengen pedem seguro-viagem com cobertura mínima. Nos Estados Unidos, instituições e programas costumam exigir seguros privados com coberturas que atendam a padrões próprios.
Formas de comprovar vínculos com o Brasil
A comprovação de vínculos com o Brasil é um critério relevante na análise de vistos. São exemplos: imóveis em nome do estudante ou da família, contratos de trabalho com previsão de retorno, empresa própria, familiares de primeiro grau que permanecem no país, investimentos locais e compromissos acadêmicos ou profissionais já assumidos. Cartas de empregadores confirmando a posição após o intercâmbio e declarações de intenção claras ajudam a fortalecer essa etapa.
Lidar com todos esses requisitos exige organização e entendimento das regras de cada consulado. Fale com um especialista do STB e estruture seu processo de intercâmbio com documentos completos, prazos realistas e orientações alinhadas ao seu destino.




